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Os espaços / Espinho

Castro de Ovil
50 espaços verdes em perigo, a preservar: início da campanha

Castro de Ovil

Concelho
Espinho
Freguesia
Paramos

O Castro de Ovil é um povoado da Idade do Ferro, em Paramos, no sopé de uma colina sobre a Ribeira de Rio Maior, que desagua na Barrinha de Esmoriz. O sítio arqueológico tem cerca de 2 ha e, com a área adjacente, chega aos 25 ha. É uma área de floresta e de vegetação ribeirinha, em terreno xistoso e argiloso, com choupos, amieiros, sobreiros, salgueiros, ulmeiros, carvalhos, pinheiro-bravo e eucalipto, onde crescem espontaneamente fetos e tojos. A mata protege as terras interiores dos ventos de Noroeste, e a fauna mais visível é a dos passeriformes comuns.

O povoado terá origem provável no século IV ou III a.C. e foi abandonado com a romanização, entre o fim do século I a.C. e o início do século I d.C. Tem estruturas habitacionais de planta circular assentes no afloramento, depois dotadas de vestíbulo, e um edifício de carácter industrial com uma lagareta. O espólio inclui cerâmica castreja decorada, pesos de tear e de rede, mós e escórias de fundição. A norte e a nascente, onde o declive é menor, foi aberto um sistema defensivo de fossos e dois taludes concêntricos. O castro aparece em documentos medievais, com os nomes de Obil, Lagona de Auille e Ubile, e foi identificado em Paramos em 1981. Há também vestígios de arqueologia industrial, como a Fábrica de Papel do Castelo, de 1836.

É propriedade pública: foi adquirido pela Câmara Municipal de Espinho em 1986 e classificado como Imóvel de Valor Concelhio em 1990 (Decreto n.º 29/90). No PDM de 1994 está em espaço de salvaguarda estrita, que abrange REN, RAN e espaço florestal a preservar, e é um elemento arquitectónico a salvaguardar. Fica próximo da Barrinha de Esmoriz, integrada na Rede Natura 2000.

As ameaças são a poluição da Ribeira de Rio Maior, o abate de árvores, o lixo, o uso indevido para lazer (paintball, merendas), a usurpação do património arqueológico, os fogos e as espécies invasoras (eucalipto e acácia-austrália). Em 2014 a Câmara dizia que o projecto de musealização, aprovado em 2000, estava em reformulação e que não decorriam obras de restauro; mantinha visitas escolares guiadas (a partir do 2.º ciclo) e acompanhava grupos de turistas, e tinha iniciado um programa de erradicação das monoculturas florestais e das infestantes, favorecendo carvalhos e sobreiros. Em 2013 o castro entrou no projecto «100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto», que prevê plantar carvalho-alvarinho, sobreiro, medronheiro e azevinho. Foi tema de várias teses e estudos universitários.

Sugere-se despoluir a ribeira, criar um parque público com percursos desde a Barrinha de Esmoriz e um centro de interpretação arqueológico, industrial e ambiental, e dinamizar o turismo rural e arqueológico em Paramos e a linha do Vouga que lhe é contígua; estas intervenções estavam em fase de projecto em 2014.

Castro de Ovil
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Mapas e plantas

Mapa de Castro de Ovil