Os espaços / Maia
Lugar de Taím
- Concelho
- Maia
- Freguesia
- Silva Escura
- Área
- 75 ha
O lugar de Taím, em Silva Escura, é um extenso vale de campos agrícolas de cerca de 75 ha, com prados de forragem para o gado no Inverno e milho no Verão. Nas cotas altas domina o eucaliptal; nos limites dos campos, em cota baixa, há pequenos bosques de carvalhos e raros castanheiros, e existe um pequeno moinho. A freguesia foi no passado uma densa zona florestal, de pinheiro e castanheiro, como mostram o brasão e o nome: «silva» tinha o sentido de bosque e «escura» alude à densidade do coberto. O Monte de Santo António e os lugares de Friães, Devesa, Taím e Frejufe formam um mesmo ecossistema nas margens da Ribeira de Silva Escura, hoje encanada, um dos principais afluentes da Ribeira do Arquinho.
Dominam o lugar casas de lavoura bem restauradas, duas delas de grande dimensão, e há outra casa muito antiga, em ruínas. O documento mais antigo sobre Silva Escura é um diploma de 906, e na época medieval a freguesia era formada pelas villas rústicas de Devesa, Friães, Frejufe, Sá, Silva Escura e Taím, citadas nas Inquirições de 1258. Em Taím há vestígios de uma mamoa do período neo-calcolítico, com cerca de 20 m de diâmetro, violada para retirar os esteios.
Os terrenos agrícolas e as casas são privados, em Reserva Agrícola Nacional e Reserva Ecológica Nacional, e o PDM da Maia inclui áreas florestais no núcleo rural de Mandim. As ameaças são o abandono e a descaracterização da paisagem agrícola e do património rural e a pressão urbanística: está aprovado um projecto de motel, campos de golfe e vivendas de luxo, os proprietários são pressionados a vender e muitos já venderam, mas as maiores propriedades mantêm-se intactas por causa das vacarias. Sugere-se preservar o valor paisagístico e patrimonial, restaurar as casas agrícolas e manter os campos com agricultura biológica.


