Os espaços / Maia
Monte de Santa Cruz
- Concelho
- Maia
- Freguesia
- Barca
- Área
- 25,5 ha
O Monte de Santa Cruz, em Barca, tem cerca de 25,5 ha e é um lugar de povoamento antigo, de culto e romaria, lazer e miradouro. Sobe-se do lado poente, da Capela do Calvário, até ao alto pela Avenida Senhor de Santa Cruz. A capela de Santa Cruz, de 1693, a meia encosta (110 m), tem fachada neoclássica com elementos tardo-barrocos revestida de azulejo, e o adro, em cubo de granito, tem plátanos, carvalhos e ácer, e um relvado com árvores de porte. Da zona nascente vê-se a paisagem agrícola, florestal e habitada. Na encosta íngreme dominam os eucaliptos e no sopé corre o Rio Almorode.
O Calvário tem seis capelas dos passos, do século XVIII: a Oração no Horto, a Prisão de Jesus, a Flagelação, a Coroação de Espinhos, a Condenação de Jesus e a Crucificação, esta adossada à capela de Santa Cruz. Têm planta quadrada, fachadas em granito aparente, interiores abobadados e imagens de barro das cenas da Paixão. Duas semanas antes da Páscoa celebra-se o Senhor dos Passos, com a procissão da igreja matriz até ao cimo do monte e o encontro com Nossa Senhora do Encontro; na segunda semana de Setembro, o Senhor de Santa Cruz, com quatro dias de romaria. Diz a lenda que, se as «arrecuas» não forem recolhidas no fim da procissão, os de Vermoim podem vir «roubar» o santo, porque Barca já pertenceu a Vermoim. Há vestígios arqueológicos de um possível povoado de altura (crasto), com perímetro de protecção estabelecido, e foi aqui recolhida parte de uma mó, hoje no Museu de História e Etnologia da Terra da Maia. Realizaram-se festivais de folclore nas festas em 2005 e 2007.
Parte dos terrenos está em Reserva Agrícola Nacional. As ameaças são as acácias e a pressão urbanística, com construções na encosta. Sugere-se eliminar as acácias e eucaliptos, plantar folhosas autóctones, despoluir o Almorode e fiscalizar melhor a construção ilegal na envolvente.







