Os espaços / Maia
Núcleo de Moinhos da Várzea
- Concelho
- Maia
- Freguesia
- Vermoim
- Área
- 13,4 ha
O núcleo de moinhos da Várzea, em Vermoim, tem cerca de 13,4 ha e reúne dois moinhos numa várzea agrícola, com galerias ripícolas bem desenvolvidas nalguns troços, nas margens da Ribeira do Arquinho (Rio Almorode), que atravessa Vermoim de norte para sul. A ribeira nasce em São Pedro de Avioso, tem 11 km e uma bacia de 33 km² e desagua no Leça, em Águas Santas; ao longo do percurso as populações chamam-lhe rio do Moutelo, de Calquim, de Porto Bom ou Varredouro, das Levadas e do Arquinho. Há quarenta anos estava cheia de peixes, que desapareceram com as descargas industriais; continua muito poluída mas mantém uma boa galeria ripícola de amieiros e salgueiros, e nas margens há baldios, campos agrícolas e eucaliptais. Ao longo do rio encontram-se carvalhos, sobreiros, choupos, salgueiros-chorões, fetos, tábuas, sanguinhos-de-água, juncos, cartaxo, chapim, gaio, pisco-de-peito-ruivo, coelho-bravo, lagarto-de-água, salamandra, pimpão, rã-verde e sapo-comum.
Os terrenos e os moinhos são privados. O núcleo está classificado como património municipal a preservar e fica em Reserva Ecológica Nacional e Reserva Agrícola Nacional. É tradição antiga de Vermoim que os rapazes chamados às provas do serviço militar percorressem as ruas a rufar bombos na véspera da partida e acabassem a noite com um banho colectivo no Almorode. A poluição tornou os moinhos inoperacionais e estes estão em abandono e degradação; há lixo nas margens e no leito. Houve campanhas de limpeza do rio em Vermoim, que retiraram toneladas de lixo.
Sugere-se despoluir as margens e o leito, valorizar a zona, criar percursos pedonais e cicláveis e recuperar os moinhos como centros de interpretação ambiental; não se conhecia projecto da Câmara para a sua recuperação.







