Os espaços / Porto
Caminhos do Romântico
- Concelho
- Porto
- Freguesia
- Massarelos
- Área
- 1,9 ha
Os Caminhos do Romântico são cinco percursos pedonais, apoiados em painéis informativos, desenhados no vale de Massarelos (coordenadas WGS84 41,15; -8,63), com acessos pela Rua de Entre-Quintas e pela Rua da Macieirinha, entre outros. Cobrem cerca de 1,9 ha e escaparam à especulação imobiliária, conservando o carácter rural das hortas, quintas, chafarizes e lavadouros do período romântico, com vistas sobre o Douro e a bacia da Ribeira de Massarelos, no Vale de Vilar; as árvores são poucas e a fauna predominante são passeriformes comuns. Em alguns percursos, os moradores cultivam hortas em terrenos privados; parte dos terrenos entre o Seminário e a ribeira pertence ao Episcopado do Porto e estava em grande parte abandonada.
O projecto de requalificação, de 2001 (Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura), abrange a área entre o Palácio de Cristal e a Faculdade de Arquitectura e deu grande importância à componente ambiental, mas a intervenção ficou incompleta. Os cinco percursos, assinalados por cor, são: amarelo, «O Porto do Romantismo», o mais curto e o único acessível a pessoas com mobilidade reduzida; laranja, «O Aproveitamento da Água», no fundo do vale da ribeira; vermelho, «Arqueologia Rural e Industrial»; azul, «A Fábrica de Massarelos e o Prestígio da Burguesia», do cais das Pedras à Quinta da Macieirinha; e verde, «Do Gólgota a Massarelos», na encosta do Bicalho. A ponte pedonal projectada sobre o vale não chegou a ser construída porque a verba foi desviada.
Depois das obras, o espaço público degradou-se, com lixo, grafitos e mobiliário urbano deteriorado, e com criminalidade crescente. A autora do projecto, em 2014, atribuía o vandalismo dos painéis ao desinteresse da Câmara Municipal e esperava uma revisão dos percursos com manutenção pró-activa. Numa visita pública orientada por ela, a 26 de Julho de 2014, a Campo Aberto reconheceu as potencialidades turísticas e culturais, mas concluiu que os aspectos negativos se mantinham, agravados por não terem sido concretizadas a passagem superior pedonal e ciclável sobre o vale de Massarelos e a Rua de D. Pedro V e a reconversão de quintas em locais de cultura e lazer.
No PDM do Porto, a área está classificada como «área de habitação unifamiliar», «área histórica», «protecção de espaços verdes» e «áreas verdes mistas», com «conjuntos de interesse urbanístico e arquitectónico», «imóveis de interesse patrimonial», perímetro especial de protecção arqueológica (PEPA) e zona de potencial arqueológico (ZOPA); não está em RAN nem em REN. Como parceiros na gestão surgem a Câmara Municipal do Porto, a Junta de Freguesia de Massarelos, o Seminário de Vilar, as associações da zona, a empresa do hotel em construção na Alameda Basílio Teles e a Confraria do Corpo Santo.







