Os espaços / Porto
Quinta de Santo António de Águas Férreas
- Concelho
- Porto
- Freguesia
- Cedofeita
- Área
- 2,6 ha
A Quinta de Santo António de Águas Férreas, na freguesia de Cedofeita (coordenadas 41,16; -8,62), ocupa o interior do quarteirão delimitado pela Rua dos Burgães, a Rua do Melo, a linha do Metro do Porto e a Rua do Barão de Forrester, nas traseiras do Tribunal de Família e de Menores. Com 2,6 ha, é uma quinta agrícola com origens no século XVIII e um denso contexto natural de campos, vegetação e um ribeiro. Tem um palácio setecentista, classificado como Imóvel de Interesse Público, um jardim, elementos barrocos e neoclássicos e um chafariz; além de uma palmeira no pátio do palácio, a quinta encontrava-se invadida por matos.
O nome vem de uma fonte de água ferruginosa junto aos muros da quinta. Uma obra de 1892 descreve-a num espaço ajardinado e murado, com bancos de pedra para descanso de doentes e visitantes, e refere uma análise de 1863 que concluía serem as águas «tónicas e reconstituintes». No espaço delimitado pelas ruas indicadas estão instaladas várias entidades públicas: o Tribunal de Família e de Menores, o edifício dos Serviços de Estrangeiros do Ministério da Justiça, a Escola de Formação Profissional Infante D. Henrique e o edifício da chamada Tutoria. Não existiam actividades ou associações de dinâmica local.
A quinta pertence ao Ministério da Justiça. No PDM do Porto está definida como «zona de urbanização especial» e «área de frente urbana contínua em consolidação» (carta de qualificação do solo), e como «zona especial de protecção a edifícios públicos», com «linha de água a descoberto» e «antigos leitos de ribeiras» no domínio público hídrico (carta de condicionantes). Entre 2006 e 2008 pensava-se que a conversão da quinta no futuro Campus da Justiça do Porto, no âmbito do programa Thémis XXI, com Tribunal Cível, Tribunal Criminal, Registos e Notariado e Instituto Nacional de Medicina Legal, preservaria os valores patrimoniais, mantendo os edifícios existentes com remodelação. Em 2014–2015, a Campo Aberto notava que o projecto do Campus da Justiça neste local parecia ter sido abandonado.







