Os espaços / Porto
Quinta dos Frades Menores Capuchinhos
- Concelho
- Porto
- Freguesia
- Paranhos
- Área
- 5,7 ha
A Quinta dos Frades Menores Capuchinhos, na freguesia de Paranhos (coordenadas 41,18; -8,62), fica na zona do Amial, junto à Estrada da Circunvalação, delimitada a norte e a oeste pela Rua Nova do Tronco e, a sul e a este, por uma moradia particular e uma instalação industrial. Com 5,7 ha, é uma quinta agrícola e jardim privado, composta por jardins e espaços exteriores dedicados à exploração agrícola. Tem um grande número de japoneiras (Camellia japonica), várias árvores de fruto (nogueiras e nespereiras), duas araucárias de Norfolk, uma criptoméria e uma coralina; a fauna é sobretudo de passeriformes, típica de um pequeno espaço rural arborizado inserido em área urbana, sem outros elementos de paisagem relevantes.
A Quinta e a Casa do Tronco pertenceram a uma família local e foram compradas pela Ordem dos Frades Menores Capuchinhos a 8 de Março de 1941. O nome «Tronco» vem de um tronco onde se prendiam os cavalos das diligências entre Coimbra e Braga. A Quinta do Tronco era um solar com jardins e uma pequena capela dedicada à Imaculada Conceição, onde muitos sacerdotes da diocese do Porto faziam retiro. Em 1952 começou a pensar-se numa igreja, benzida a 7 de Dezembro de 1958, e em 1966 foi inaugurado o novo convento, para estudantes capuchinhos de Filosofia e Teologia. Desde 1974 os Franciscanos Capuchinhos são párocos da paróquia do Amial, cuja sede é a igreja desde 1980, com culto regular, actividade pastoral e social e um Centro Paroquial da Terceira Idade.
A quinta é propriedade privada da Ordem, sem classificação relevante no PDM do Porto e fora da Reserva Ecológica Nacional e da Reserva Agrícola Nacional. Não lhe são conhecidas ameaças, e a dinâmica local resume-se às actividades inerentes à vida da ordem religiosa. Entre 2006 e 2008 sugeriu-se a cedência do espaço para fins ecológicos de usufruto da população, por exemplo uma quinta pedagógica com agricultura biológica, numa zona rodeada de bairros de habitação social e considerada negligenciada.








