Os espaços / Vila Nova de Gaia
Monte da Virgem
- Concelho
- Vila Nova de Gaia
- Freguesia
- Mafamude, Vilar de Andorinho e Oliveira do Douro
- Área
- 65,5 ha
O Monte da Virgem, a 223 m de altitude, entre Mafamude, Vilar de Andorinho e Oliveira do Douro, tem cerca de 65,5 ha e é um espaço verde consagrado do concelho, parte da Estrutura Ecológica Municipal. Restam poucos sobreiros, tílias, carvalhos, castanheiros e criptomérias, e abundam as invasoras (eucaliptos, austrálias e acácias); no parque de merendas e na alameda dominam os plátanos. Vivem aqui gaviões, águia-de-asa-redonda, corujas, noitibós, passeriformes, coelhos, raposas e esquilos, e hoje também javalis, comuns nas zonas rurais de Gaia. Fica na envolvente do Hospital Santos Silva, o que lhe dá fins terapêuticos.
Conhecido desde a Alta Idade Média como Monte Grande e Monte da Serpente, deve o nome ao culto mariano da capela-santuário construída em 1906, com uma imagem de Nossa Senhora da Conceição. Tem miradouro sobre o Porto e o norte de Gaia, parques de merendas, jogos populares e o Observatório Astronómico da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, com investigação, serviços à comunidade e divulgação científica, em geodesia espacial, detecção remota, radioastronomia solar e outras áreas. No largo há um marco geodésico, um monumento à Virgem e uma igreja.
A Confraria do Monte da Virgem é proprietária de parte do monte, e o resto pertence a numerosos particulares. No PDM de 2009 é sobretudo solo urbano, em áreas verdes de enquadramento paisagístico e de utilização pública (Estrutura Ecológica Fundamental) e áreas de equipamentos, com valor patrimonial de protecção estrutural (a alameda, o monumento à Imaculada Conceição e o observatório) e zona especial de protecção do observatório, com povoamentos de sobreiros a sul. As ameaças são a pressão urbanística, com empreendimentos nas vertentes, o lixo ilegal, a falta de limpeza e o risco de fogo, e as invasoras. Em 2006 a Confraria cortou o mato e árvores doentes, plantou cerca de 2000 árvores, vedou grande parte dos terrenos e plantou 55 árvores a nascente da capela; houve também abate de uma área considerável de sobreiros para um parque de estacionamento. A Associação de Proprietários de Vila d’Este e a Associação da Malha, de jogos populares, dinamizam o espaço. Sugere-se requalificar o monte com equipamentos de fruição, substituir as invasoras por espécies autóctones e contar com os proprietários privados, que têm a maior área, para a gestão da estrutura verde.







