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Os espaços / Vila Nova de Gaia

Rio Uíma
50 espaços verdes em perigo, a preservar: início da campanha

Rio Uíma

Concelho
Vila Nova de Gaia
Freguesia
Sandim, Olival, Lever e Crestuma
Área
22,3 ha

O Rio Uíma é afluente da margem esquerda do Douro. Nasce em Duas Igrejas (Romariz, Santa Maria da Feira) e desagua em Crestuma, ligeiramente a jusante da barragem de Crestuma-Lever, depois de passar por Romariz, Pigeiros, Caldas de São Jorge, Lobão, Fiães e Vila Maior, e por Sandim, Lever e Crestuma, em Gaia. É o principal curso fluvial do concelho da Feira. O espaço em Gaia tem cerca de 22,3 ha (Sandim, Olival, Lever e Crestuma).

Em Crestuma o rio tem galeria ribeirinha e um leito heterogéneo, com rápidos e zonas lentas, num vale muito encaixado. Dominam choupos, freixos, salgueiros e amieiros, com eucaliptos na vertente esquerda, e há anfíbios e répteis como o tritão-marmorado, a salamandra-lusitânica, o lagarto-de-água e a cobra-de-água-viperina. No passado a fauna piscícola incluía trutas, bogas, escalos, barbos e enguias. Na margem direita vêem-se casas e campos agrícolas ainda cultivados, embora a área cultivada tenha diminuído, e a vegetação ripícola exuberante mistura-se com matos junto a edifícios de velhas indústrias em ruína.

O rio foi maltratado por descargas de efluentes industriais, primeiro de indústrias de puericultura e brinquedos e depois de pedreiras de granito, nas Caldas de São Jorge, e em Crestuma a principal ameaça é a degradação das margens, com entulho dos edifícios abandonados e invasoras. Nas freguesias de Olival e Sandim há moinhos, açudes, pontes, fontes e antigas fábricas de papel, e o rio liga-se à lenda da Moura Encantada de Sandim. Em Crestuma uma estrutura desvia parte do leito para o interior das fábricas abandonadas, património industrial da freguesia, mas não há espaço de lazer público nem percurso contínuo nas margens. A associação Amigos do Uíma defende o rio, sobretudo na Feira, com descidas de caiaque, passeios de BTT e denúncias de poluição; a Junta de Freguesia de Sandim criou uma rota dos moinhos, e o Parque Botânico do Castelo, dependente do Parque Biológico de Gaia, dinamiza a arqueologia local.

Os terrenos das margens são sobretudo privados, no domínio público hídrico, em Reserva Ecológica Nacional e, em menor extensão, Reserva Agrícola Nacional, e na Estrutura Ecológica Municipal. O vale a sul é objecto da unidade operativa UOPG SD6, que visa fazer do rio um corredor verde, recuperar moinhos, fábricas, núcleos antigos e o castro de Sandim, e criar percursos pedonais e cicláveis; houve intervenções de despoluição do rio e das margens, mas não de recuperação dos edifícios. Parte da bacia está abrangida pelo Projecto Municipal Encostas do Douro. Sugere-se despoluir o rio e requalificar as margens, usar edifícios abandonados para apoio a uma zona pública ou de educação ambiental (fluviário, centro de interpretação), criar um percurso pedonal e incentivar práticas ecológicas nas hortas.

Rio Uíma
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Mapas e plantas

Mapa de Rio Uíma